Amor, fé, perdas, dúvidas, enfim, a Vida
Na última quarta-feira não tive metade das aulas na faculdade. Então, como boa estudante de comunicação que sou, voltei pra casa pra estudar. Claro, mentira! Eu disse estudante de comunicação e não de engenharia, medicina, biofísica, essas coisas de doidos... Fui ao cinema com as amigas.
O filme escolhido em consenso foi A Árvore da Vida (The Tree of Life, no original), porque nenhuma de nós conseguia dizer exatamente sobre o que ele era, mesmo tendo visto o trailer e lido críticas. E curiosas que somos, tínhamos que descobrir o porquê de tanto mistério. Talvez assim seja melhor, porque aí você entra no cinema sem muitas expectativas e se deixa ser envolvido pela trama que vai se desenrolando.
Aliás, um aviso válido é dizer que o filme não é estilo hollywoodiano super comercial só porque tem no elenco o galã maravilhoso Brad Pitt e ainda Sean Penn. Essa era uma das únicas informações que tínhamos e realmente estava certa. Ao entrar no cinema, você deve estar disposto a apreciar as imagens de um modo menos convencional, se é que consigo me fazer entender.. Deixe-se levar..
Aliás, um aviso válido é dizer que o filme não é estilo hollywoodiano super comercial só porque tem no elenco o galã maravilhoso Brad Pitt e ainda Sean Penn. Essa era uma das únicas informações que tínhamos e realmente estava certa. Ao entrar no cinema, você deve estar disposto a apreciar as imagens de um modo menos convencional, se é que consigo me fazer entender.. Deixe-se levar..
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| Esse poster é simplesmente lindo! |
Depois da seção discutimos um pouco sobre o motivo que levou o diretor (Terrence Malick) a fazer aquela sequência particularmente grande e ainda colocá-la bem no começo do filme. Talvez seja pra deixar bem claro logo de cara que aquele não é um filme comercial repleto de clichês. Talvez tenha um sentido mais transcendental (que eu não consegui atingir). Talvez seja uma representação poética da origem do mundo. Ou talvez não tenha sentido nenhum. Não sabemos. Mas também acho que isso não importa muito.
É uma história bonita com cenas e falas belíssimas. Sobre a vida, sobre o mundo, sobre o amor, sobre fé.
E respondendo a indagação feita por nós antes de entrar no cinema, acho que não encontramos em lugar nenhum uma sinopse detalhada da história do filme porque ela não é de vital importância. O que vale de verdade não é a história em fragmentos que nos é contada, mas sim o que tiramos dela. Como todas aquelas imagens e palavras nos influenciam ou o que causam em nós. Que questionamentos levantamos ou que lembranças nos trouxeram.
Seus personagens estão em uma constante busca por si mesmo, uma busca pela paz, uma busca por um Deus. Suas dúvidas existenciais, seus questionamentos, suas revoltas são extremamente atuais, ao mesmo tempo que se intercalam com dramas familiares típicos de tempos antigos, mas que nem por isso deixam de estar presentes. Uma mãe amorosa e submissa, um pai trabalhador e rígido, crianças agitadas e felizes. Por aí já dá pra imaginar que tipos de conflitos podem surgir..

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