Um Galã e Muitos Clichês


Um rostinho bonito, uma trama de ação batida e um romance sem-sal. Assim eu definiria Sem Saída (Abduction, no original), do diretor John Singleton (Quatro Irmãos, +Velozes +Furiosos). Ao sair do cinema tive a clara certeza de que este filme só está fazendo relativo sucesso porque é estrelado pelo lobisomen-galã da saga Crespúsculo, Taylor Lautner. Porque em si, não tem nada demais.
O filme conta a história de Nathan Harper (Taylor Lautner) que ao procurar informações para um trabalho de escola na internet, acaba encontrando sua foto em um site de pessoas desaparecidas. Nesse momento, o enredo cria todo um suspense, deixando o espectador imaginar diversas possibilidades para como aquela foto foi para lá e quem ele é de verdade. Enquanto isso, Nathan e Karen (Lilly Collins) – sua amiga de infância por quem tem uma queda – também tentam desvendar o mistério.
Mas muito rapidamente Nathan descobre a verdade ao pressionar sua mãe (Maria Bello) com as evidências encontradas. Seus pais não são quem aparentavam ser e para piorar, ele assiste ao assassinato dos dois dentro de sua própria casa. A partir dái, Nathan passa a ser perseguido por agentes do governo e “figuras obscuras” (por falta de um termo melhor, uso as palavras da sinopse oficial).
Nathan inicia sua fuga ao mesmo tempo em que busca por sua verdadeira identidade. É imprescindível que ele descubra o mais rápido possível quem são seus aliados, em quem pode confiar. Esse dilema permanece, em termos, até o final do filme. Digo em termos porque se você for um espectador atento e fã de cinema, vai entender tudo e sacar o final antes mesmo da metade do filme.
Um dos destaques positivos, além da presença de Alfred Molina (Agente Burton), é caracterização da “mocinha”. A Karen não é tanto uma mulherzinha indefesa que corre atrás de Nathan para protegê-la. Inteligente e determinada, ela também enfrenta os vilões, apesar de em determinados momentos deixar transparecer sua fragilidade para que o lado protetor do herói possa sobressair.
Além disso, para um filme de ação, as cenas que o caracterizam deixaram a desejar. São basicamente cenas de lutas, para que Taylor Lautner possa exibir todo o seu físico e sua capacidade de fazer cara de mau. E as cenas ainda são ruins.
Resumindo, o filme em si é genérico e parecido com milhares de outros que vieram antes dele. Se tentou se inspirar na franquia “Bourne”, pelo que parece não deu muito certo.
À primeira vista pode até parecer excitante e tal, mas é difícil se sentir envolvido por um filme repleto de clichês em que o espectador é capaz de adivinhar tudo que acontecerá em seguida. E o final? Bom, o final eu nem vou comentar porque é fácil até de prever as falas. Tenho certeza que você também vai conseguir sozinho. 


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