Dona de Casa Por MAIS Um Mês (Parte II)

É com muito orgulho que venho anunciar aos meus leitores e amigos que eu consegui passar 1 mês sem a minha mãe e sem explodir a casa.
Dessa vez foi fácil. Tive ajuda, e muita. Como eu tinha dito, a Marise veio (e ela faz tudo! até dar uma de psicóloga ela dá..) e também a minha avó que passou alguns dias aqui. Então nos quesitos lavar e passar roupa, limpar a casa e fazer comida, eu estava bem servida.


Mas obviamente, eu não ia resistir a passar todo esse tempo sem me meter em alguma confusão, né? Todos sabemos que mais cedo ou mais tarde essa hora iria chegar.. E foi hoje, precisamente 37 dias depois da partida da minha mãe, que eu resolvi visitar cozinha outra vez. Foi meio assim..


Cheguei em casa e a minha irmã logo gritou:
- Tô com foooomee!
Automaticamente, saiu um:
- E eu com isso?!


Mas fui até o armário ver nossas opções para o jantar. Nós tínhamos: cheeseburguer congelado (daqueles que você coloca no microondas e ficam prontos em 1min) e pão para fazer sanduíche com queijo e presunto. Aí eu pensei bem e resolvi fazer uma coisa diferente. Cheguei na porta do quarto da minha irmã e perguntei:
- Ei, você quer um omelete?
- Você sabe fazer omelete?
E eu toda orgulhosa, de peito estufado, respondi:
- Sei!... Aprendi com o Felipe..


Tadinha, ela até acreditou que sua janta estava salva.. E eu também. 
Fui para cozinha e fiz tudo direitinho. Cortei os ingredientes pro recheio, fritei um pouquinho a cebola (como uma vez vi minha mãe fazer), quebrei os ovos um por um no copinho (como aprendi há muitos anos com minha outra avó). A besteira só aconteceu quando fui juntar tudo na frigideira. Acho que coloquei recheio demais, talvez.. Fato é que foi uma melecada só. Eu não consegui virar tudo aquilo, então ficou quase um ovo mexido embaixo com umas "coisas" por cima. Mas pelo menos tava gostoso..




To top it of, aconteceu algo muito, mas muito pior do que transformar um omelete numa gororoba de ovo. Enquanto eu lavava louça, minha irmã começou a gritar desesperadamente no quarto e antes que eu conseguisse me livrar de toda a espuma das mãos, ela entrou na cozinha mil vezes mais rápida que uma tartaruga:
- Teem.. uuma.. barata.. enorme.. no meu quarto! Vai lá, vai lá matar!


E nesse momento se iniciou a odisseia da caçada pela barata. Para encurtar a história, vou só dizer que a cena final dessa tragédia inclui euzinha vestindo meu pijama de ursinho em plena varanda do apartamento (detalhe, moro no 1º andar de frente pra outros blocos e pra quadra) com uma daquelas raquetes de matar mosquito na mão, gritando "Cadê ela? Cadê ela?".
Só vou dizer mais uma coisa: disso tudo, saí heroína. A barata terminou eletrocutada no chão do térreo. Dei choque e ainda joguei pela sacada. Há!

Comentários

  1. Muito, muito, muito bom! Nossa noite até que foi divertida, né, irmãzinha? Mas você ainda pode melhorar o omelete e ser mais rápida na 'caçada pela barata', porque a parte de achar sobrou pra mim.. hahahha :*

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  2. Nossa, que orgulho de você! Parece gostoso mesmo! A cena final foi um tanto...cômica, mas você mandou bem. hahahaah

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  3. Parabénssss!! O que importa e que vc tentou e que o omelete ficou gostoso. Vc realmente e uma heroína, pois eu tenho pavor de barata. tenha uma maravilhosa noite. Beijokas!! Saudades!!
    Verônica

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